A CNT mapeou uma carteira de projetos que soma R$ 114 bilhões para ampliar a infraestrutura de transporte em Goiás, segundo o Plano CNT de Transporte e Logística 2026. A proposta reúne intervenções em diferentes modais e busca orientar o planejamento, destravar gargalos e aumentar a eficiência logística no estado.
Plano CNT reúne obras em diferentes modais
De acordo com o levantamento, Goiás receberia projetos nos modos rodoviário, ferroviário, hidroviário, aeroportuário, além de terminais logísticos e mobilidade urbana. As propostas foram estruturadas a partir das características da infraestrutura estadual e da necessidade de integração entre os diversos meios de transporte.
Localizado no centro do país, o estado ocupa posição estratégica na circulação de cargas e passageiros. Com PIB de R$ 336,7 bilhões, população superior a 7 milhões de habitantes e uma rede formada por rodovias, ferrovias, aeroportos e um terminal fluvial, Goiás concentra condições que reforçam sua relevância para a logística nacional.
Projetos buscam reduzir gargalos e ampliar a eficiência
No modal ferroviário, o plano prevê a implantação de 1.575,6 quilômetros de novos trechos, a recuperação de trechos existentes e a eliminação de gargalos operacionais, com investimentos estimados em R$ 33,7 bilhões. Já no hidroviário, o estudo contempla a adequação de 4.140 quilômetros de hidrovias, a implantação de dispositivos de transposição e outras intervenções, com aporte estimado em R$ 53,5 bilhões.
Além disso, a carteira inclui obras de adequação, duplicação, construção, recuperação e pavimentação de rodovias, modernização e implantação de aeroportos, construção de terminais logísticos e ações voltadas à mobilidade urbana na Região Metropolitana de Goiânia.
O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 reúne 2.837 projetos em todas as modalidades, com estimativa de R$ 2,03 trilhões em investimentos. Segundo a CNT, o material funciona como instrumento de planejamento para apoiar decisões do poder público e da iniciativa privada.
A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, afirmou que a competitividade do país também depende da superação dos gargalos regionais. “O Plano CNT mostra que o desenvolvimento da infraestrutura de transporte precisa ser pensado de forma estratégica e de longo prazo, considerando as necessidades e as potencialidades de cada região e, ao mesmo tempo, integrando esta realidade local a perspectiva nacional. Desta forma, conseguimos identificar as oportunidades de investimento – público e privado – e contribuir para subsidiar decisões que podem aumentar a eficiência logística, reduzir custos e fortalecer a competitividade do país”, disse.
