A Prefeitura de Goiânia, o Governo de Goiás e representantes do transporte coletivo metropolitano apresentaram nove ônibus que serão utilizados no novo padrão BRS, o Bus Rapid Service. O primeiro corredor do sistema deve começar a operar em janeiro de 2027, com veículos de piso baixo, ar-condicionado e prioridade de circulação.
BRS na avenida T-63 terá faixa prioritária para ônibus
Os ônibus possuem chassis Mercedes-Benz O 500 U e carroceria Caio Millennium, além de piso baixo, ar-condicionado e recursos de acessibilidade. A frota inicial prevista para o BRS será de 15 veículos, com outros seis ônibus a serem entregues até dezembro. Na Avenida T-63, a faixa da direita será destinada à circulação de ônibus, motocicletas, ambulâncias e viaturas policiais, com fiscalização para coibir o uso irregular por outros veículos.
O projeto prevê que a prioridade do transporte coletivo seja combinada com medidas de controle dos semáforos e organização das paradas, com a proposta de aumentar em até 30% a velocidade dos ônibus. Além da T-63, a expansão do padrão BRS está prevista para avenidas como Castelo Branco e 85. O BRS utiliza a prioridade ao transporte coletivo como parte da organização do serviço, envolvendo faixas destinadas aos ônibus, mudanças nos pontos de parada, fiscalização, informação aos passageiros e controle operacional.
Metronização será usada para reduzir paradas nos semáforos
Uma das medidas previstas no projeto é a chamada metronização, sistema que identifica a aproximação dos ônibus e permite ajustar os tempos dos semáforos para favorecer a passagem dos coletivos. A tecnologia busca reduzir o tempo em que os ônibus permanecem parados nos cruzamentos e melhorar a continuidade da circulação.
A prioridade semafórica não significa que todos os ônibus passarão pelos cruzamentos sem parar, pois o funcionamento precisa considerar também a travessia de pedestres e os movimentos das vias transversais. Goiânia já utiliza esse tipo de tecnologia no BRT. Em 2025, a Metrobus informou a aplicação do sistema no trecho entre os terminais Novo Mundo e Praça da Bíblia, no eixo Leste-Oeste.
Novos ônibus terão piso baixo e acessibilidade
Os veículos apresentados para o BRS possuem piso baixo, característica que facilita o acesso ao salão e reduz a necessidade de utilização de degraus na entrada. Esse recurso pode facilitar o embarque de pessoas com deficiência, idosos, passageiros com carrinhos de bebê e pessoas com dificuldade de locomoção.
O funcionamento adequado depende das condições das calçadas, da aproximação do ônibus ao ponto e da ligação entre a área de espera e a porta do veículo. Os novos ônibus terão identificação prateada.
BRS tem diferenças em relação ao BRT
O BRS e o BRT são sistemas de prioridade ao transporte coletivo, mas possuem características diferentes. O BRS pode utilizar a infraestrutura viária existente com faixas prioritárias, fiscalização, reorganização de pontos e controle operacional. Já o BRT normalmente envolve uma estrutura mais completa, com maior segregação do corredor, estações e outros elementos específicos.
A experiência do Rio de Janeiro é uma das referências brasileiras em BRS. O modelo começou a ser implantado em 2011 e utilizou a organização das linhas por grupos de paradas para distribuir os embarques ao longo dos corredores. Em Goiânia, a proposta para a T-63 combina a faixa prioritária com controle semafórico, fiscalização e mudanças na operação.
BRS e tarifa
A implantação do novo padrão BRS não prevê reajuste da tarifa, segundo informações divulgadas pelo Governo de Goiás. A passagem inteira permanece em R$ 4,30.
A avaliação do funcionamento do novo corredor dependerá do andamento das operações e da aceitação dos usuários.
