Salas multissensoriais em aeroportos reforçam inclusão e conforto para autistas

Com cerca de 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), as salas multissensoriais em aeroportos ganham destaque como uma iniciativa essencial para ampliar o acolhimento e o conforto de passageiros com necessidades sensoriais. Essas salas, presentes em aeroportos como Goiânia, São Luís e Teresina, oferecem um ambiente preparado para tornar a experiência de viagem mais acessível e humana.

Salas multissensoriais em aeroportos: conforto e acolhimento para passageiros neurodivergentes

A inclusão de salas multissensoriais em aeroportos brasileiros atende diretamente pessoas com TEA, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e outras condições sensoriais. Esses espaços funcionam como áreas de descompressão sensorial, com recursos como iluminação suave, estímulos visuais controlados, texturas terapêuticas e mobiliário adaptado. Além disso, elementos que reduzem o impacto de ruídos, luzes e movimentação intensa ajudam a criar um ambiente mais tranquilo, fundamental para passageiros que enfrentam desafios sensoriais comuns nos terminais aeroportuários.

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  • Importância das salas multissensoriais em aeroportos para a inclusão social

    Segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE, 1,2% da população brasileira convive com o Transtorno do Espectro Autista, o que reforça a necessidade de ambientes preparados para esse público. A implantação das salas multissensoriais acompanha um movimento nacional de fortalecimento das práticas de acessibilidade no transporte aéreo, seguindo as diretrizes da cartilha pública do Governo Federal, desenvolvida pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Atualmente, 21 aeroportos no Brasil já contam com estruturas voltadas ao acolhimento de pessoas com necessidades sensoriais específicas.

    Benefícios das salas para passageiros autistas

    Pessoas autistas costumam precisar de rotina e previsibilidade, e viajar pode representar uma quebra nesse padrão, gerando desregulação sensorial. Espaços como as salas multissensoriais ajudam nesse processo de regulação, oferecendo estímulos que acalmam e tornam o ambiente mais previsível. Marcelo Oliveira, presidente do Núcleo de Arte e Inclusão do Autista (NAIA), relata que sua filha com autismo nível 3 de suporte conseguiu se reorganizar emocionalmente ao entrar em uma dessas salas, encantada pelos estímulos visuais. O objetivo principal consiste em minimizar o sofrimento e tornar a viagem mais agradável para pessoas autistas e suas famílias.

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    Compromisso dos aeroportos com a acessibilidade por meio das salas multissensoriais

    A Motiva Aeroportos, empresa responsável pela administração dos aeroportos de Goiânia, São Luís e Teresina, destaca o compromisso em tornar o ambiente aeroportuário cada vez mais acessível e acolhedor. Angélica Werneck, gerente de experiência do cliente da Motiva, ressalta que a implantação das salas multissensoriais representa um avanço importante, oferecendo mais conforto, segurança e autonomia para passageiros com necessidades sensoriais durante a experiência de viagem.

    Motiva e a gestão de infraestrutura inclusiva

    A Motiva atua em diversas plataformas de mobilidade no Brasil, incluindo rodovias, trilhos e aeroportos. Com 39 ativos em 13 estados e mais de 16 mil colaboradores, a empresa gerencia 4.475 quilômetros de rodovias e transporta anualmente 750 milhões de passageiros em sua plataforma de trilhos. Nos aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 48 milhões de clientes por ano. A empresa também se destaca por integrar o Novo Mercado e estar listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3, reforçando seu compromisso com práticas responsáveis e inclusivas.

    Ao investir em salas multissensoriais em aeroportos, o setor aéreo brasileiro avança na construção de uma experiência de viagem mais inclusiva, humana e acessível para todos os passageiros, especialmente aqueles com necessidades sensoriais específicas.

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